Na última sexta-feira tive o prazer de realizar um Coding Dojo junto ao pessoal do CESUPA, em Belém do Pará.
Ao todo, nove pessoas estavam presentes. Paulo Igor, Marcos Venicius, Aldrin Leal, Gustavo Pinto, Igo Medeiros, Mateus Miranda, Danilo Cunha, Rafael Santana e eu nos reunimos as 16 horas (horário mais conhecido como “depois da chuva”) no campus José Malcher, sala 4F, munidos apenas de um pc e um retro-projetor.
Enquanto aguardávamos o resto do pessoal chegar, Paulo Igor, Aldrin Leal e eu conversamos sobre Ruby, Python, FISL e sobre o Project Zero, um projeto ao qual o Aldrin pertence.
Após uma pequena apresentação do que é o Coding Dojo, sugeri alguns problemas que poderíamos resolver. A maioria optou pelo problema do jogador de futebol, que já havia sido resolvido em Ruby no último Dojo Rio mas que desta vez seria resolvido utilizando Java.
O problema mostrou-se mais uma vez de fácil compreensão e não precisamos de muito tempo para a definição das estórias. Gosto do formato de user stories para fechar o escopo de problemas como este (e como o wowspec) para um Coding Dojo, uma vez que são idéias muito gerais e com possibilidades de implementação quase que infinitas.

A utilização do Netbeans como IDE não foi uma boa escolha. Com apenas duas classes, o Netbeans foi capaz de se perder e exibir testes falhando mesmo quando corretos. A solução foi dar ‘clean’ no projeto de tempos em tempos.

Após 40 minutos de codificação, conseguimos completar as quatro estórias criadas mas não tivemos tempo para refatorar nosso código. Como o objetivo do Coding Dojo não é completar os problemas, mas exercitar ao máximo as técnicas de programação e comunicação durante o time-box estabelecido, paramos de trabalhar no código e passamos para a retrospectiva.
Realizamos nossa retrospectiva e trocamos muitas idéias sobre, claro, metodologias e práticas ágeis e também sobre a situação do mercado de desenvolvimento de software em Belém, que carece de profissionais que pensem ‘out-of-the-box’.
Obrigado ao CESUPA pela disponibilidade da sala e equipamentos e também aos que estiveram por lá e participaram do Dojo. Espero que tenham gostado e que possam levar a prática do Coding Dojo a diante!